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Paralelo desconexo: o que Greenwashing tem a ver com redes sociais?

Estava relendo meu texto sobre greenwashing da semana passada, e acabei fazendo um paralelo meio “desconexo”, mas que pra mim fez algum sentido. E resolvi contá-lo em forma de post. Vê se concorda.

Já falei aqui (e já foi falado antes e depois por milhares de especialistas nas redes sociais) como a maioria das empresas de hoje em dia não está conseguindo se relacionar de forma adequada com o público através das redes sociais. Algumas usam linguagem errada, outras não respondem quando são questionadas sobre algo negativo da marca, outras criam perfis e os abandonam… Enfim, tem inúmeros motivos para isso não estar dando certo para tanta gente.

Mas voltando, o paralelo maluco que eu tracei, foi da relação que muitas marcas têm no ambiente digital com seus clientes versus greenwashing. Tá bom, sei que a princípio não há nenhuma relação, mas veja a linha de raciocínio. Muitas empresas dizem estar nas redes sociais, participar, falar com seus consumidores, mas na real, elas nunca ouviram o seu consumidor presente nesse ambiente. Elas não respondem seus tweets, elas não comentam seus posts no facebook, ou seja, elas só falam o que interessa e não ouvem o seu consumidor/cliente/prospect. Isso é ter uma conversa ativa com seu cliente? Isso é ser presente nas redes sociais?

Pra mim isso é a prática do conceito do greenwashing em comunicação. Ok, acabei de misturar tudo. Mas é só pra vocês entenderem o que eu quis dizer. Assim como uma empresa diz que é sustentável, que não polui o planeta, etc., mas não o é totalmente, outras empresas dizem que estão preocupadas com seus consumidores e os querem ouvir nas redes sociais, mas não o fazem. Simplesmente escrevem, não interagem, e ainda querem engajamento de seus clientes na hora que lançam campanha para pedir RT.

Como você quer ser legal plantando 10 árvores, se derrubou 100 para fazer uma embalagem?
Como esperar retorno de alguém que te pergunta algo e você nunca responde?

Sei que minha comparação é meio maluca, mas, não faz sentido?

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E o Facebook, até onde vai?

Hoje queria compartilhar com os leitores do Blog do Rouco, uma dúvida meio particular que tenho. É sobre o futuro do Facebook, pensando nele como um produto.

Todos nós sabemos como nessa era da internet,  tudo é muito rápido, explode pra todo lugar, e viraliza muito bem. Mas com a mesma velocidade que a internet, e seus usuários, colocam plataformas e pessoas no topo do dia pra noite, eles também os derrubam. E me faço essa pergunta diariamente ao acessar meu Facebook: até quando isso aqui vai estar no topo?

Eu acredito que o ciclo de vida destas redes sociais, aplicativos e programas é muito mais curto que de muitos produtos físicos. Sempre surge algo melhor no lugar, as pessoas enjoam, cansam, etc…e sei que o Facebook está numa crescente, atingindo a marca de 750mi usuários no mundo, que em breve deve se tornar 1bi. Mas até quando será que ele vai perdurar como “A” rede social?

E penso isso não só com a cabeça de usuário, que quer ver uma outra rede nova com brinquedinhos diferentes e outras funções. Mas também com a cabeça de empreendedor, pensando no que o Zuckerberg deve estar pensando daqui pra frente. Claro que ele está fazendo melhorias dia a dia no seu site, mas será que ele vai conseguir continuar atendendo às necessidades do público sem dar margem para novas redes sociais, como o Google+, que está explodindo nesta semana? E essa preocupação também é pensando que eles montaram um escritório daqueles que as fotos rodam em corrente de e-mail como exemplo de empresa (fotos), em Palo Alto, com milhares de funcionários, com uma estrutura que só vem crescendo, e com uma valorização contínua do valor da empresa. E se a rede entrar no processo natural de declínio de um produto e não conseguir reverter esse quadro?

Será que o Zuckerberg tem um plano para isso? Pelo que ele aparenta, certamente ele tem a absoluta certeza de que o Facebook sempre será absoluto e intocável. Mas bobo ele não é. E minha dúvida é: será que ele está preparando algo além do Facebook com o mesmo nome e/ou marca, para continuar nesse auge da supremacia da internet? Será que ele começará a transformar aos poucos a marca em um nome guarda-chuva para outras plataformas, como o Google faz?

Estou curioso para ver esse futuro do Facebook, e espero que o Mark (meu chapa!) não me decepcione como outros que já passaram por aí, e nos mostre que estava preparado mesmo desde o começo dessa grande e milionária brincadeira.

Ah, Globo!

março 24, 2011 1 comentário

Se tem uma notícia que me deixou meio em choque esta semana foi uma envolvendo a Rede Globo de Televisão. Ah, Globo!

A maior emissora do país agora foi longe demais. Enviou comunicado às agências parceiras e anunciantes, do qual destaco a parte principal:

“Comunicamos que por decisão da DGC, a citação nominal do endereçamento eletrônico das redes sociais em mensagens publicitárias, deverá ser cobrada a multiplicidade.

Não havendo nome e/ou logotipo, não será passível de cobrança: Ex.: @santander, @paodeacucar.”


Não sou anunciante e nem atendo nenhuma conta que anuncie por lá, mas achei um absurdo! A Globo está considerando que divulgando esses perfis das redes o anunciante está aproveitando o espaço e divulgando outra marca! Isso é absurdo…site e telefone são tolerados, facebook e twitter não.

Existem diversos programas da grade da Globo que me fazem desconfiar que a emissora parou no tempo, mas com esta notícia, ela me fez ter certeza disso!