Greenwashing. Você conhece esse termo?

Tenho o prazer de participar de um projeto da Faculdade Cásper Líbero, chamado “Professor do Futuro”, onde acompanho o professor da disciplina de Marketing durante 2 anos.
E além da reciclagem de conteúdos e aprendizados, a convivência com o professor Paulo vem me trazendo também conhecimentos novos. Como este termo: greenwashing.

Você sabe o que é?


Eu não sabia, por isso fui pesquisar e descobri que se trata de ações ou argumentos utilizados por alguma marca para falar que é sustentável ou responsável socialmente, mas na realidade, são mentiras ou “meias-verdades” (se é que isso existe).
E uma empresa que vem sendo duramente criticada por especialistas, ambientalistas e leigos, é a Coca-Cola. Pra variar, a gigante do ramo de bebidas é envolvida em alguma polêmica (é difícil ser grande, né?!).

Então estão acusando a marca do Papai Noel de estar praticando greenwashing em sua comunicação, divulgando coisas favoráveis que eles promovem, porém, escondendo as negativas que a mesma ação/produto causou.
Por exemplo, ao mesmo tempo que a Coca-Cola produz um outdoor (foto abaixo) que diz absorver os gases poluentes, ela é acusada de ter uma fábrica na Índia responsável pela poluição na água e ambiental no local. Deu pra entender o conceito? Pode até ser que este outdoor reduza os impactos da poluição, mas em contra partida, eles estão poluindo muito mais (caso a acusação seja provada). Isso é greenwashing.

E este é só um exemplo. O tal vídeo novo da Coca-Cola, entitulado “Existem Razões para Acreditar”, vem sofrendo duras críticas. Alguns dizem que os dados estatísticos mostrados são falsos, outros dizem que a Coca-Cola só quer vender o seu produto e não está nem aí pro meio-ambiente (velho ditado) e outros tantos argumentos. Fiquem com o vídeo, que do ponto de vista publicitário, é muito bem produzido e bonito:


E pra fechar, a minha opinião sobre isso tudo. Acredito que, óbvio, os gigantes como a Coca-Cola, que são os mais acusados neste aspecto ambiental, podem sim fazer mais pelo planeta. Porém, acredito que estes que já começaram fazendo, por menor que seja, estão começando a mudar a cultura das marcas e fazendo o seu papel, mesmo que por enquanto, o impacto positivo de suas ações seja menor que o negativo. Mas também temos que pensar no lado financeiro dos negócios das empresas (vivemos em uma sociedade capitalista, pelo menos no Ocidente quase por inteiro. Desculpa, Fidel!) e entender que não é possível mudar todo um sistema de produção do dia pra noite e transformar todos os processos em atividades mais “limpas”. E ainda acho que é mais digno tentar começar fazendo algo, por menor que seja, do que fazer como outras milhares de empresas que se dizem sustentáveis e responsáveis por aí, estampam inclusive isso em seus produtos, mas na realidade é tudo mentira ou uma realidade bem distorcida (números bem menores que os divulgados, relatórios confusos, características mentirosas, etc…).

E o Facebook, até onde vai?

Hoje queria compartilhar com os leitores do Blog do Rouco, uma dúvida meio particular que tenho. É sobre o futuro do Facebook, pensando nele como um produto.

Todos nós sabemos como nessa era da internet,  tudo é muito rápido, explode pra todo lugar, e viraliza muito bem. Mas com a mesma velocidade que a internet, e seus usuários, colocam plataformas e pessoas no topo do dia pra noite, eles também os derrubam. E me faço essa pergunta diariamente ao acessar meu Facebook: até quando isso aqui vai estar no topo?

Eu acredito que o ciclo de vida destas redes sociais, aplicativos e programas é muito mais curto que de muitos produtos físicos. Sempre surge algo melhor no lugar, as pessoas enjoam, cansam, etc…e sei que o Facebook está numa crescente, atingindo a marca de 750mi usuários no mundo, que em breve deve se tornar 1bi. Mas até quando será que ele vai perdurar como “A” rede social?

E penso isso não só com a cabeça de usuário, que quer ver uma outra rede nova com brinquedinhos diferentes e outras funções. Mas também com a cabeça de empreendedor, pensando no que o Zuckerberg deve estar pensando daqui pra frente. Claro que ele está fazendo melhorias dia a dia no seu site, mas será que ele vai conseguir continuar atendendo às necessidades do público sem dar margem para novas redes sociais, como o Google+, que está explodindo nesta semana? E essa preocupação também é pensando que eles montaram um escritório daqueles que as fotos rodam em corrente de e-mail como exemplo de empresa (fotos), em Palo Alto, com milhares de funcionários, com uma estrutura que só vem crescendo, e com uma valorização contínua do valor da empresa. E se a rede entrar no processo natural de declínio de um produto e não conseguir reverter esse quadro?

Será que o Zuckerberg tem um plano para isso? Pelo que ele aparenta, certamente ele tem a absoluta certeza de que o Facebook sempre será absoluto e intocável. Mas bobo ele não é. E minha dúvida é: será que ele está preparando algo além do Facebook com o mesmo nome e/ou marca, para continuar nesse auge da supremacia da internet? Será que ele começará a transformar aos poucos a marca em um nome guarda-chuva para outras plataformas, como o Google faz?

Estou curioso para ver esse futuro do Facebook, e espero que o Mark (meu chapa!) não me decepcione como outros que já passaram por aí, e nos mostre que estava preparado mesmo desde o começo dessa grande e milionária brincadeira.

O Ponto Frio no twitter

Apesar de ser novidade para a maioria das empresas, e de todos comentarem que as mesmas ainda nao sabem usar as redes sociais a seu favor, algumas empresas estão começando a descobrir caminhos interessantes. E o exemplo que vamos citar hoje é do Ponto Frio.

O Ponto Frio, um dos maiores varejistas do país, empresa do Grupo Pão de Açúcar, está ganhando muitos simpatizantes com sua marca, devido à forma de uso de seu twitter. O perfil @pontofrio utiliza de linguagem jovem e de memes (verbetes utilizados nas redes sociais) para se aproximar do público ali presente. É uma estratégia que vem dando muito certo, e que realmente é agradável para quem vê/lê. A loja usa um encurtador de links próprio, com o nome de http://pingu.im/, aproveitando-se da empatia que o seu “mascote”/logo tem. E na sequencia, geralmente utiliza algum meme ou link engraçadinho, como por exemplo o http://pingu.im/AhamSentaLaFrio, oferta lançada para divulgar seus aquecedores.

Os resultados em vendas eu não sei dizer, mas nas redes sociais é possível ver o Ponto Frio muito bem falado e sempre em evidência, como nos comentários abaixo:

RT @pedroporto Mt bom! RT @joares: kakakaka… rindo muito com a URL para as ofertas de aquecedores da @pontofrio – pingu.im/AhamSentaLaFrio

@Oskarademarte: @pontofrio Recomendo comprar com o Pinguim. Atenção tamanha ao cliente!!!

@nickr4mos: Não estou retuitando porque é uma promoção, mas sim porque os caras que cuidam do Twitter do @pontofrio são muito fodas, sério

São só alguns exemplos de comentários. Não sei como o Ponto Frio está em relação a vendas, se atende bem o cliente no SAC, mas no twitter o trabalho deles está excelente!

E como disse Philippe Bertrand, em sua palestra de Social Media no Top de Planejamento Estratégico 2011: “Não adianta ir de terno a uma corrida de muffin”. Isso retrata bem o que está diferenciando o Ponto Frio de outras marcas no twitter, o jeito de posicionar de acordo com o ambiente. Parabéns!

Categorias:Estratégia, Promoção

A Nova Juventude

Estes dias postei no meu facebook um vídeo muito interessante que eu achei, de uma apresentação feita no TEDxAmazônia, de um jovem, João Felipe Scarpelini.

E isso me deixou pensando, mais uma vez, nessa nova juventude que estamos presenciando e seu alto poder empreendedor. E cada vez mais tenho certeza que entre os vários motivos que os jovens empreendedores têm para empreender, um deles tem tudo a ver com esse vídeo: a falta de confiança por parte dos “adultos”.

Essa juventude que nós representamos hoje em dia está quebrando barreiras e provando ao mundo que não só a experiência é importante. Estamos chegando com muito mais conhecimento de internet, ferramentas, mídias sociais, networking e uma imensa vontade de realizar as coisas pra já, pra ontem. Um ímpeto e rapidez que nem sempre é tão bem entendido pelos “adultos”, mas que muitas vezes pode resultar em atropelamento de alguns passos.

Vendo o vídeo vocês vão entender melhor o que quero dizer, mas acredito que nos dias atuais, já temos muitas empresas e corporações dando o devido valor às pessoas, de acordo com suas habilidades e conhecimentos, e não mais pensando somente no tempo de casa ou idade. E com isto os jovens vêm subindo muito nas escalas hierárquicas do mundo corporativo. Tanto sendo alçados a cargos altos em algumas empresas, como dirigindo as próprias empresas do seu jeito. E temos inúmeros exemplos de casos de sucesso por aí.

Mas é claro que os “adultos” não se tornaram obsoletos! Eles também tem uma parcela importantíssima para o sucesso de uma empresa, e por isso continuam ajudando muito com seus conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, e com sua experiência de sucessos e fracassos.

Resumindo, acho muito legal essa nova fase que a juventude está vivendo, onde estamos conquistando nosso espaço cada vez mais, provando o nosso valor. Mas também acredito, que como num bom time de futebol, é necessário mesclar a experiência com a juventude para se ter sucesso (pro Neymar fazer suas artes, o Durval distribui bastante pancada lá atrás! E pro Messi brilhar lá na frente, precisa ter um Puyol salvando a zaga também!).

Então, pra fechar, acho sim que somos importantes nessa renovação que está acontecendo, como o autor da apresentação abaixo dá a entender, mas também acredito que ainda são necessários os “adultos” em alguns casos para fechar o ciclo do conhecimento. Tendo as mesmas condições de trabalho e responsabilidades, uma geração complementa a outra e podemos criar a geração XYZ…

Fiquem com o vídeo que falei, que é muito bacana!

Marketing Esportivo

Volto a falar de um tema que fazia tempo não comentava por aqui: Esportes. Mais especificamente, futebol.

E surpreendentemente é de um time de futebol brasileiro que não vem se destacando muito nos últimos anos (exceção feita por estar na final da Copa do Brasil 2011), mas que vem realizando ações de marketing, no mínimo curiosas.

O Vasco da Gama, um dos quatro grandes da capital carioca, vem fazendo algumas ações inusitadas. Esta semana lançou, em parceria com o seu fornecedor de material esportivo, a Penalty, uma campanha chamada Eu Abro Mão. Trata-se de uma campanha contra o preconceito, inspirada em uma história muito bacana de 1928 envolvendo o clube. O Roberto Dinamite, presidente do clube, explica melhor no vídeo abaixo. É claro que também tem a questão da venda da camiseta especial comemorativa e dos vídeos que devem ser feitos para a Penalty ter material depois, mas achei bem legal a ideia.

Para quem não viu, o Vasco e a Penalty/Cavalera já tinham feito uma ação bem diferente (Vasco na Pele) também no ano passado, quando resolveram convocar seus torcedores a bater o recorde mundial de tatuagens realizadas em 24 horas e entrar para o Guinness Book. Quem quisesse ia lá, fazia uma tatuagem da cruz templária do Vasco de graça, e ainda ganhava a nova camiseta nº3 do time oficial, recém-lançada. Muito bacana e diferente!

Pecha Kucha Night SP Vol.8

Pessoal, o @grupoelefante está preparando mais uma edição do Pecha Kucha Night São Paulo!

No Vol.5 eu participei da platéia e no 7 eu fiz uma apresentação, e digo pra vocês que vale muito a pena participar deste diferente evento! Cada palestrante só tem 20 slides, que ficam 20 segundos na tela cada um, para apresentar sua ideia, que gira em torno do processo criativo de cada um. Muito legal e dinâmico!

E o tema desta edição é: Inspire Japan. Uma homenagem aos trágicos acontecimentos recentes no país. E tem novidade neste Pecha Kucha! Além das palestras de Mario Narita (Narita Design), Marcella Tamayo e Fábio Yamaji, também rolarão algumas oficinas! E o melhor, tudo gratuito!

Quando: 28/Maio
Local: Senac Lapa Scipião – Rua Scipião, 67 – Lapa – São Paulo – SP
Horário: Oficinas a partir das 13h30 e Pecha Kucha a partir das 16h

Para mais informações, sigam o @pknsp no twitter.

E este é o cartaz de convite do evento, criado pelo meu amigo Guilherme Marques (Guma). Sigam o @passaroguma e fiquem por dentro dos trabalhos dele!

Categorias:Eventos

Proibida #winning

Acabei de ficar sabendo de uma ação de marketing camuflada que acabou de ser desvendada.

Através do twitter @CidadeMarketing fiquei sabendo na noite desta sexta, que por trás das tchecas do Pânico na TV, existe uma PUTA (me desculpem a palavra) ação de demarketing! A aparição delas e toda a repercussão criada por seu blog (We Luv Brazil), tinha por trás uma estratégia de lançamento de uma nova marca de cerveja tcheca que viria para o Brasil. Não vou reescrever todo o caso e a explicação, porque pra isso tem o link original do Cidade Marketing que você pode ver aqui.

As Tchecas do Pânico na TV e da cerveja Proibida

Mas resumindo, o marketing da nova cerveja, Proibida, trabalhou nos bastidores durante todo este tempo e criou uma experiência de marca sem citá-la, que será toda associada quando a cerveja for lançada. A equipe trabalhou em sigilo total para não deixar que vazasse a informação de que era uma estratégia de uma marca. E conseguiram. E conseguiram ir MUITO longe, quando o programa da RedeTV, Pânico na TV, foi atrás das tchecas e as trouxe para realizar um reality show dentro do seu programa.

Quanto custo um comercial de 30 segundos no intervalo do Pânico, que está roubando uns bons espectadores do em decadência consagrado Fantástico, da Rede Globo? E quanto custaria colocar nesse mesmo horário uma campanha de lançamento de uma marca de cerveja por uns 15 minutos, por 8 dmingos seguidos? Pois é. Isso que aconteceu. Os caras conseguiram colocar os símbolos da cerveja em um tempo precioso em um programa de TV, e sem deixar com aquela cara chata de merchandising ou anúncio. Eles criaram personagens, que estão aparecendo para o Brasil inteiro, e que daqui a alguns meses serão associados a uma nova marca.

E o mais engraçado de tudo isso? (Engraçado pra mim, que não trabalho na RedeTV, e nem para a marca de cerveja que anuncia no programa.) É que já existe uma marca de cerveja que deve gastar uma grana pra colocar a Sabrina Sato balançando suas coxas e o Emílio fazendo um discurso, enquanto seguram o copo de cerveja na mão, por no máximo 2 minutos durante o programa. Estes devem ter ficado malucos ao saber disto!

É isso. Não tem muito mais o que falar. Foi uma ação de marketing genial, um planejamento primoroso, com uma execução perfeita. Ahhh, esqueci de comentar, caso você não leia a matéria na íntegra no site, que as tchecas durante suas aparições no programa, repetem exaustivamente o nome da cerveja e outro bordão que virá a ser uma espécie de slogan da cerveja, e a edição do programa repete isso porque acha engraçado. É o chamado ambush marketing, ou Marketing de Emboscada, que se aproveita de um ambiente propício para divulgar a sua marca. Tem mais o que falar? Simplesmente genial!

p.s.: Se alguém quiser saber mais ambush marketing e ver alguns exemplos, comente o post ou mande e-mail que escrevo um post esta semana sobre isso.