Archive

Archive for the ‘Empreendedorismo’ Category

Ambiente de trabalho x Profissional de Sucesso

A minha ideia hoje é falar de futebol sem paixão, somente como se fosse um modelo de negócio normal. Um time sendo uma empresa, e um jogador como um administrador, estagiário ou analista financeiro.
E essa ideia me veio na cabeça assistindo ao jogo Botafogo x Atlético-MG, sábado pássado, pelo Campeonato Brasileiro.

No time do Atlético-MG, que tende a brigar até o final do campeonato para não ser rebaixado, tem alguns jogadores que me inspiraram a fazer este post: Daniel Carvalho, Guilherme e Dudu Cearense.

Daniel Carvalho, Guilherme e Dudu Cearense

Os 3 tem histórias no futebol profissional parecidas. Saíram de seus clubes no Brasil muito jovens, para times do segundo escalão mundial, como grandes promessas para o futebol brasileiro e mundial, e depois de alguns anos voltaram para o Atlético-MG.

Daniel Carvalho, dono de uma canhota muito habilidosa, campeão sub-20 pelo Brasil em 2003, saiu do Internacional-RS para o CSKA em 2003, um dos principais times da Rússia, mas do baixo escalão europeu. Depois de lá voltou para o Inter de Porto Alegre por empréstimo, foi pro Al-Arabi, dos Emirados Árabes, e desembarcou no Galo em 2010.
Guilherme foi revelado pelo Cruzeiro em 2007, e logo despontou como artilheiro do time principal. Em 2009 foi negociado com o Dínamo de Kiev,  “potência” do futebol ucraniano, onde rapidamente foi emprestado para o CSKA, voltou para o Dínamo e acabou contratado pelo Galo no começo de 2011 a peso de ouro, no auge dos seus 23 anos.
E Dudu Cearense, 28 anos, saiu do Vitória em 2003, fazendo parte do elenco da Seleção Brasileiro principal, e se transferiu para o Kashiwa Reysol, do Japão, passando depois por Rennes (França),  CSKA e Olympiakos, até que voltou para o Atlético-MG no começo deste ano.

Apresentados os personagens, o paralelo que gostaria de fazer é do jogador com a “empresa” pela qual atuou. Os 3 “estagiários” saíram de “empresas” importantes do cenário brasileiro, para trabalhar no exterior, como promissores “diretores” e “presidentes” que viriam a ser. Porém, escolheram mercados para se trabalhar que nem sempre prezam pelo profissionalismo total na carreira deles, e que não estão na ponta dos “rankings de melhores empresas” do setor. Claro que podemos falar que foram boas propostas que eles tiveram no momento, sem dúvidas com salários excepcionais, mas até que ponto será que esse degrau em sua carreira profissional não os prejudicou no restante da sua caminhada?

Os três jogadores ainda tem menos de 30 anos, eu sei, principalmente o Guilherme, mas quando saíram daqui eram promessas para integrar a seleção brasileira por anos e anos. O Dudu Cearense parece que desaprendeu a jogar ao seu melhor estilo volante que sabe sair jogando, com passe de qualidade e chegada à frente, e hoje se limita a distribuir algumas pancadas no meio de campo e fazer uns golzinhos de cabeça. Daniel Carvalho está alguns quilos acima do peso e sofre para entrar durante a partida, ficando como opção posterior a Neto Berola (?!?!). E o Guilherme, o mais jovem, é um que vem fazendo alguns golzinhos, apesar da péssima situação do time, mas que todos esperavam que a esta altura do campeonato estivesse em um time de ponta europeu, ou no mínimo do Brasil (que me desculpem os atleticanos, mas o Atlético-MG não é mais da elite do futebol brasileiro há alguns anos).

E é isso que queria deixar de reflexão com este post, para vocês, profissionais, jovens ou não. Será que a empresa na qual se trabalha tem impacto direto na produção do profissional, ou se o cara é bom mesmo ele consegue se firmar e despontar em qualquer lugar? Será que muitos talentos não estão sendo desperdiçados por aí no mercado, trabalhando em empresas que não lhes dão a liberdade e as responsabilidade que precisam para desempenhar um bom trabalho? O que você acha: o ambiente de trabalho influencia para o desenvolvimento de um bom profissional? Ou ele consegue passar por cima das falhas e se tornar importante, mesmo em “times pequenos”?
Olhe o campeonato que está disputando, e analise: sua equipe tem chances para ser campeã? Ela tem o melhor técnico e bons jogadores? É ela que vai te ajudar a fazer seus golaços e te abrir as portas para jogar no Real Madrid, Barcelona ou Manchester United?

E o Facebook, até onde vai?

Hoje queria compartilhar com os leitores do Blog do Rouco, uma dúvida meio particular que tenho. É sobre o futuro do Facebook, pensando nele como um produto.

Todos nós sabemos como nessa era da internet,  tudo é muito rápido, explode pra todo lugar, e viraliza muito bem. Mas com a mesma velocidade que a internet, e seus usuários, colocam plataformas e pessoas no topo do dia pra noite, eles também os derrubam. E me faço essa pergunta diariamente ao acessar meu Facebook: até quando isso aqui vai estar no topo?

Eu acredito que o ciclo de vida destas redes sociais, aplicativos e programas é muito mais curto que de muitos produtos físicos. Sempre surge algo melhor no lugar, as pessoas enjoam, cansam, etc…e sei que o Facebook está numa crescente, atingindo a marca de 750mi usuários no mundo, que em breve deve se tornar 1bi. Mas até quando será que ele vai perdurar como “A” rede social?

E penso isso não só com a cabeça de usuário, que quer ver uma outra rede nova com brinquedinhos diferentes e outras funções. Mas também com a cabeça de empreendedor, pensando no que o Zuckerberg deve estar pensando daqui pra frente. Claro que ele está fazendo melhorias dia a dia no seu site, mas será que ele vai conseguir continuar atendendo às necessidades do público sem dar margem para novas redes sociais, como o Google+, que está explodindo nesta semana? E essa preocupação também é pensando que eles montaram um escritório daqueles que as fotos rodam em corrente de e-mail como exemplo de empresa (fotos), em Palo Alto, com milhares de funcionários, com uma estrutura que só vem crescendo, e com uma valorização contínua do valor da empresa. E se a rede entrar no processo natural de declínio de um produto e não conseguir reverter esse quadro?

Será que o Zuckerberg tem um plano para isso? Pelo que ele aparenta, certamente ele tem a absoluta certeza de que o Facebook sempre será absoluto e intocável. Mas bobo ele não é. E minha dúvida é: será que ele está preparando algo além do Facebook com o mesmo nome e/ou marca, para continuar nesse auge da supremacia da internet? Será que ele começará a transformar aos poucos a marca em um nome guarda-chuva para outras plataformas, como o Google faz?

Estou curioso para ver esse futuro do Facebook, e espero que o Mark (meu chapa!) não me decepcione como outros que já passaram por aí, e nos mostre que estava preparado mesmo desde o começo dessa grande e milionária brincadeira.

A Nova Juventude

Estes dias postei no meu facebook um vídeo muito interessante que eu achei, de uma apresentação feita no TEDxAmazônia, de um jovem, João Felipe Scarpelini.

E isso me deixou pensando, mais uma vez, nessa nova juventude que estamos presenciando e seu alto poder empreendedor. E cada vez mais tenho certeza que entre os vários motivos que os jovens empreendedores têm para empreender, um deles tem tudo a ver com esse vídeo: a falta de confiança por parte dos “adultos”.

Essa juventude que nós representamos hoje em dia está quebrando barreiras e provando ao mundo que não só a experiência é importante. Estamos chegando com muito mais conhecimento de internet, ferramentas, mídias sociais, networking e uma imensa vontade de realizar as coisas pra já, pra ontem. Um ímpeto e rapidez que nem sempre é tão bem entendido pelos “adultos”, mas que muitas vezes pode resultar em atropelamento de alguns passos.

Vendo o vídeo vocês vão entender melhor o que quero dizer, mas acredito que nos dias atuais, já temos muitas empresas e corporações dando o devido valor às pessoas, de acordo com suas habilidades e conhecimentos, e não mais pensando somente no tempo de casa ou idade. E com isto os jovens vêm subindo muito nas escalas hierárquicas do mundo corporativo. Tanto sendo alçados a cargos altos em algumas empresas, como dirigindo as próprias empresas do seu jeito. E temos inúmeros exemplos de casos de sucesso por aí.

Mas é claro que os “adultos” não se tornaram obsoletos! Eles também tem uma parcela importantíssima para o sucesso de uma empresa, e por isso continuam ajudando muito com seus conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, e com sua experiência de sucessos e fracassos.

Resumindo, acho muito legal essa nova fase que a juventude está vivendo, onde estamos conquistando nosso espaço cada vez mais, provando o nosso valor. Mas também acredito, que como num bom time de futebol, é necessário mesclar a experiência com a juventude para se ter sucesso (pro Neymar fazer suas artes, o Durval distribui bastante pancada lá atrás! E pro Messi brilhar lá na frente, precisa ter um Puyol salvando a zaga também!).

Então, pra fechar, acho sim que somos importantes nessa renovação que está acontecendo, como o autor da apresentação abaixo dá a entender, mas também acredito que ainda são necessários os “adultos” em alguns casos para fechar o ciclo do conhecimento. Tendo as mesmas condições de trabalho e responsabilidades, uma geração complementa a outra e podemos criar a geração XYZ…

Fiquem com o vídeo que falei, que é muito bacana!