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Archive for julho \14\UTC 2011

Paralelo desconexo: o que Greenwashing tem a ver com redes sociais?

Estava relendo meu texto sobre greenwashing da semana passada, e acabei fazendo um paralelo meio “desconexo”, mas que pra mim fez algum sentido. E resolvi contá-lo em forma de post. Vê se concorda.

Já falei aqui (e já foi falado antes e depois por milhares de especialistas nas redes sociais) como a maioria das empresas de hoje em dia não está conseguindo se relacionar de forma adequada com o público através das redes sociais. Algumas usam linguagem errada, outras não respondem quando são questionadas sobre algo negativo da marca, outras criam perfis e os abandonam… Enfim, tem inúmeros motivos para isso não estar dando certo para tanta gente.

Mas voltando, o paralelo maluco que eu tracei, foi da relação que muitas marcas têm no ambiente digital com seus clientes versus greenwashing. Tá bom, sei que a princípio não há nenhuma relação, mas veja a linha de raciocínio. Muitas empresas dizem estar nas redes sociais, participar, falar com seus consumidores, mas na real, elas nunca ouviram o seu consumidor presente nesse ambiente. Elas não respondem seus tweets, elas não comentam seus posts no facebook, ou seja, elas só falam o que interessa e não ouvem o seu consumidor/cliente/prospect. Isso é ter uma conversa ativa com seu cliente? Isso é ser presente nas redes sociais?

Pra mim isso é a prática do conceito do greenwashing em comunicação. Ok, acabei de misturar tudo. Mas é só pra vocês entenderem o que eu quis dizer. Assim como uma empresa diz que é sustentável, que não polui o planeta, etc., mas não o é totalmente, outras empresas dizem que estão preocupadas com seus consumidores e os querem ouvir nas redes sociais, mas não o fazem. Simplesmente escrevem, não interagem, e ainda querem engajamento de seus clientes na hora que lançam campanha para pedir RT.

Como você quer ser legal plantando 10 árvores, se derrubou 100 para fazer uma embalagem?
Como esperar retorno de alguém que te pergunta algo e você nunca responde?

Sei que minha comparação é meio maluca, mas, não faz sentido?

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Greenwashing. Você conhece esse termo?

Tenho o prazer de participar de um projeto da Faculdade Cásper Líbero, chamado “Professor do Futuro”, onde acompanho o professor da disciplina de Marketing durante 2 anos.
E além da reciclagem de conteúdos e aprendizados, a convivência com o professor Paulo vem me trazendo também conhecimentos novos. Como este termo: greenwashing.

Você sabe o que é?


Eu não sabia, por isso fui pesquisar e descobri que se trata de ações ou argumentos utilizados por alguma marca para falar que é sustentável ou responsável socialmente, mas na realidade, são mentiras ou “meias-verdades” (se é que isso existe).
E uma empresa que vem sendo duramente criticada por especialistas, ambientalistas e leigos, é a Coca-Cola. Pra variar, a gigante do ramo de bebidas é envolvida em alguma polêmica (é difícil ser grande, né?!).

Então estão acusando a marca do Papai Noel de estar praticando greenwashing em sua comunicação, divulgando coisas favoráveis que eles promovem, porém, escondendo as negativas que a mesma ação/produto causou.
Por exemplo, ao mesmo tempo que a Coca-Cola produz um outdoor (foto abaixo) que diz absorver os gases poluentes, ela é acusada de ter uma fábrica na Índia responsável pela poluição na água e ambiental no local. Deu pra entender o conceito? Pode até ser que este outdoor reduza os impactos da poluição, mas em contra partida, eles estão poluindo muito mais (caso a acusação seja provada). Isso é greenwashing.

E este é só um exemplo. O tal vídeo novo da Coca-Cola, entitulado “Existem Razões para Acreditar”, vem sofrendo duras críticas. Alguns dizem que os dados estatísticos mostrados são falsos, outros dizem que a Coca-Cola só quer vender o seu produto e não está nem aí pro meio-ambiente (velho ditado) e outros tantos argumentos. Fiquem com o vídeo, que do ponto de vista publicitário, é muito bem produzido e bonito:


E pra fechar, a minha opinião sobre isso tudo. Acredito que, óbvio, os gigantes como a Coca-Cola, que são os mais acusados neste aspecto ambiental, podem sim fazer mais pelo planeta. Porém, acredito que estes que já começaram fazendo, por menor que seja, estão começando a mudar a cultura das marcas e fazendo o seu papel, mesmo que por enquanto, o impacto positivo de suas ações seja menor que o negativo. Mas também temos que pensar no lado financeiro dos negócios das empresas (vivemos em uma sociedade capitalista, pelo menos no Ocidente quase por inteiro. Desculpa, Fidel!) e entender que não é possível mudar todo um sistema de produção do dia pra noite e transformar todos os processos em atividades mais “limpas”. E ainda acho que é mais digno tentar começar fazendo algo, por menor que seja, do que fazer como outras milhares de empresas que se dizem sustentáveis e responsáveis por aí, estampam inclusive isso em seus produtos, mas na realidade é tudo mentira ou uma realidade bem distorcida (números bem menores que os divulgados, relatórios confusos, características mentirosas, etc…).