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Archive for maio \26\UTC 2011

Marketing Esportivo

Volto a falar de um tema que fazia tempo não comentava por aqui: Esportes. Mais especificamente, futebol.

E surpreendentemente é de um time de futebol brasileiro que não vem se destacando muito nos últimos anos (exceção feita por estar na final da Copa do Brasil 2011), mas que vem realizando ações de marketing, no mínimo curiosas.

O Vasco da Gama, um dos quatro grandes da capital carioca, vem fazendo algumas ações inusitadas. Esta semana lançou, em parceria com o seu fornecedor de material esportivo, a Penalty, uma campanha chamada Eu Abro Mão. Trata-se de uma campanha contra o preconceito, inspirada em uma história muito bacana de 1928 envolvendo o clube. O Roberto Dinamite, presidente do clube, explica melhor no vídeo abaixo. É claro que também tem a questão da venda da camiseta especial comemorativa e dos vídeos que devem ser feitos para a Penalty ter material depois, mas achei bem legal a ideia.

Para quem não viu, o Vasco e a Penalty/Cavalera já tinham feito uma ação bem diferente (Vasco na Pele) também no ano passado, quando resolveram convocar seus torcedores a bater o recorde mundial de tatuagens realizadas em 24 horas e entrar para o Guinness Book. Quem quisesse ia lá, fazia uma tatuagem da cruz templária do Vasco de graça, e ainda ganhava a nova camiseta nº3 do time oficial, recém-lançada. Muito bacana e diferente!

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Pecha Kucha Night SP Vol.8

Pessoal, o @grupoelefante está preparando mais uma edição do Pecha Kucha Night São Paulo!

No Vol.5 eu participei da platéia e no 7 eu fiz uma apresentação, e digo pra vocês que vale muito a pena participar deste diferente evento! Cada palestrante só tem 20 slides, que ficam 20 segundos na tela cada um, para apresentar sua ideia, que gira em torno do processo criativo de cada um. Muito legal e dinâmico!

E o tema desta edição é: Inspire Japan. Uma homenagem aos trágicos acontecimentos recentes no país. E tem novidade neste Pecha Kucha! Além das palestras de Mario Narita (Narita Design), Marcella Tamayo e Fábio Yamaji, também rolarão algumas oficinas! E o melhor, tudo gratuito!

Quando: 28/Maio
Local: Senac Lapa Scipião – Rua Scipião, 67 – Lapa – São Paulo – SP
Horário: Oficinas a partir das 13h30 e Pecha Kucha a partir das 16h

Para mais informações, sigam o @pknsp no twitter.

E este é o cartaz de convite do evento, criado pelo meu amigo Guilherme Marques (Guma). Sigam o @passaroguma e fiquem por dentro dos trabalhos dele!

Categorias:Eventos

Proibida #winning

Acabei de ficar sabendo de uma ação de marketing camuflada que acabou de ser desvendada.

Através do twitter @CidadeMarketing fiquei sabendo na noite desta sexta, que por trás das tchecas do Pânico na TV, existe uma PUTA (me desculpem a palavra) ação de demarketing! A aparição delas e toda a repercussão criada por seu blog (We Luv Brazil), tinha por trás uma estratégia de lançamento de uma nova marca de cerveja tcheca que viria para o Brasil. Não vou reescrever todo o caso e a explicação, porque pra isso tem o link original do Cidade Marketing que você pode ver aqui.

As Tchecas do Pânico na TV e da cerveja Proibida

Mas resumindo, o marketing da nova cerveja, Proibida, trabalhou nos bastidores durante todo este tempo e criou uma experiência de marca sem citá-la, que será toda associada quando a cerveja for lançada. A equipe trabalhou em sigilo total para não deixar que vazasse a informação de que era uma estratégia de uma marca. E conseguiram. E conseguiram ir MUITO longe, quando o programa da RedeTV, Pânico na TV, foi atrás das tchecas e as trouxe para realizar um reality show dentro do seu programa.

Quanto custo um comercial de 30 segundos no intervalo do Pânico, que está roubando uns bons espectadores do em decadência consagrado Fantástico, da Rede Globo? E quanto custaria colocar nesse mesmo horário uma campanha de lançamento de uma marca de cerveja por uns 15 minutos, por 8 dmingos seguidos? Pois é. Isso que aconteceu. Os caras conseguiram colocar os símbolos da cerveja em um tempo precioso em um programa de TV, e sem deixar com aquela cara chata de merchandising ou anúncio. Eles criaram personagens, que estão aparecendo para o Brasil inteiro, e que daqui a alguns meses serão associados a uma nova marca.

E o mais engraçado de tudo isso? (Engraçado pra mim, que não trabalho na RedeTV, e nem para a marca de cerveja que anuncia no programa.) É que já existe uma marca de cerveja que deve gastar uma grana pra colocar a Sabrina Sato balançando suas coxas e o Emílio fazendo um discurso, enquanto seguram o copo de cerveja na mão, por no máximo 2 minutos durante o programa. Estes devem ter ficado malucos ao saber disto!

É isso. Não tem muito mais o que falar. Foi uma ação de marketing genial, um planejamento primoroso, com uma execução perfeita. Ahhh, esqueci de comentar, caso você não leia a matéria na íntegra no site, que as tchecas durante suas aparições no programa, repetem exaustivamente o nome da cerveja e outro bordão que virá a ser uma espécie de slogan da cerveja, e a edição do programa repete isso porque acha engraçado. É o chamado ambush marketing, ou Marketing de Emboscada, que se aproveita de um ambiente propício para divulgar a sua marca. Tem mais o que falar? Simplesmente genial!

p.s.: Se alguém quiser saber mais ambush marketing e ver alguns exemplos, comente o post ou mande e-mail que escrevo um post esta semana sobre isso.

Sustentabilidade e Negócios

Sei que este post pode ser um pouco polêmico devido aos fatos, mas não é meia dúzia de leitores do meu blog que vão me levar a julgamento popular…rs

Estava pensando no caso da Arezzo, ocorrido há mais ou menos 1 mês atrás. A marca lançou a linha nova com uso de peles, os consumidores souberam, os ambientalistas (e também os entusiastas) se revoltaram, e começou aquela revolução toda nas redes sociais que vocês devem ter visto.

Mas não é pra entrar de novo no mérito das peles dos pobres animaizinhos que eu estou escrevendo.
Na verdade, só quero fazer um link desse protesto com o mundo dos negócios.

Vamos à sequencia de fatos novamente.
A marca lançou a linha -> Os ambientalistas reclamaram -> A marca pediu desculpas e retirou os produtos das lojas -> Os ambientalistas comemoraram a vitória.

Legal, bacana.

Teoricamente, os manifestantes conseguiram com que não fossem mais mortos os animais para confecção de NOVAS peças da coleção. Mas será que eles pensaram em tudo que já estava produzido? O que a Arezzo fez com todos os produtos que não poderá mais comercializar? Jogar no lixo ou incinerar para mostrar arrependimento e nenhum apego comercial? Aposto que os ambientalistas entusiastas iam vibrar muito com essa opção! Ou enviar para Serra Leoa/países da África/comunidades pobres do Brasil, para agasalhar/vestir pessoas pobres?

Era aí que eu queria chegar. Assim como no mundo dos negócios, muitas (MUITAS!) pessoas não pensam no começo, meio e fim de uma ação ou de um plano. Assim como a professora do colégio ensinava a fazer redação: começo, meio e fim. Como dizem os filósofos populares: “ter iniciativa é fácil, precisa ter acabativa!”. E é verdade.

Devemos lembrar que a tal Sustentabilidade (muitas vezes usada só como ferramenta de marketing), não é só relacionada a ambiente, mas envolve também os pilares social e econômico.

Minha mensagem que espero que tenha ficado, neste texto inspirado, é essa. Para uma ação ter sucesso total ela precisa ter os estágios todos.  Tanto para fazer um protesto ambiental, um plano de negócios ou uma redação sobre as férias.

Tá rolando…

No post da semana passada eu vim reclamar, fazendo um manifesto para aparecerem novas ideias no mundo da comunicação/marketing/publicidade.
Então hoje, vou deixar meu lado ranzinza de lado, e mostrar algumas coisas positivas que vêm rolando e que mostram mais ou menos do que eu estava falando.

O primeiro caso, que rolou nessa última semana, foi a nova mídia encontrada pelos organizadores do TEDx Buenos Aires, que achei muito inteligente. Como o evento não era tão difundido na capital dos hermanos, eles resolveram contratar excelentes “comunicadores” para divulgar o evento. Vejam no vídeo abaixo, que ação genial!

E outra ação que postei ontem no twitter do Blog do Rouco, que achei sem querer em uma rápida olhada no BlueBus, foi realizada pela Coca-Cola na Colombia. Veja abaixo o vídeo da ação, que é melhor que eu tentar explicar, e a matéria na íntegra aqui.

Pronto. Duas ações que considerei muito boas e diferentes do tradicional. Era disso que eu estava falando…

Manifesto das Novas Ações

Venho através deste manifestar minha vontade por novas ações. Sim, novas ações, coisas novas, coisas diferentes, coisas que marquem.

Aos defensores da velha e boa propaganda, digo que acho sim que ainda é importante ter presença garantida nos anúncios e comerciais de TV. Porém, acho também que os anunciantes e agências podem inovar para tentar realizar ações diferentes para aproveitar melhor a infinidade de meios e oportunidades que temos no mercado hoje.
Vamos bater de frente com esses “chefões” das mídias no Brasil, que, a exemplo da TV Globo, além de já faturarem milhões e milhões em verbas publicitárias, ainda se acham no direito de cobrar duplicidade no anúncio quando uma marca quer terminar seu filme com um link para o twitter ou facebook. Isso é um absurdo! Cadê a integração entre as mídias?

Vamos mostrar a eles que não precisamos mais tanto deles, como nos anos 60 e 70, quando a ditadura não possibilitava fazer muita coisa, e o único que sobrava era se pronunciar na televisão, rádio, jornais e/ou cartazes na rua. Vamos provar que hoje é possível realizar ações diferenciadas em meios diferenciados e únicos, que ninguém antes pensou em promover.

Tem muita gente boa no mercado da comunicação tentando revolucionar e realizando ações memoráveis no quesito “novas formas de pensar”. Vamos mostrar que as barreiras da comunicação realmente foram quebradas e que vivemos mesmo em um mundo mais livre, integrado e atualizado.

Vamos criar coisas novas, para ver coisas novas rolando, para cativar as pessoas com essas coisas. Novos tipos de ações são necessários, estão aparecendo aos poucos, mas precisam ter mais incentivo. Ei, cliente, experimente uma ideia nova! Ei, agência, ofereça uma solução nova ao invés da página dupla! A tendência é que vocês, inovadores, fiquem lembrados como quem quebrou o paradigma. Tá a fim?

Pela TV ou in loco?

Quase todo mundo viu (quem mora em São Paulo, com certeza), o que a chuva provocou para a Fórmula Indy neste final de semana. A corrida que estava programada para o domingo teve que ser adiada para segunda-feira às 9h da manhã devido à falta de condição da pista, cheia de poças de água.

E eu fiquei com uma dúvida. Veja se você compartilha comigo.

Os anunciantes acharam isso bom ou ruim?

Segundo alguns pilotos disseram, a TV Bandeirantes (responsável pela organização e promoção do evento em SP), pressionou a equipe da prova para retomar a corrida no próprio domingo, após a paralisação pela chuva. Havia uma evidente preocupação com audiência, anunciantes, grade de programação, entre outros. Isso porque nem vou entrar no mérito da responsabilidade e da falta de bom senso esportivo, já que em somente 9 voltas de corrida foi possível ver uma série de acidentes cometidos devido à chuva, e isso podia piorar.

Mas voltando à minha dúvida. Será que os anunciantes, como Itaipava, Clear, Nestlé, entre outros, acharam ruim ou boa a remarcação da prova?
Em questão de exposição na televisão, certamente acharam ruim não ter o foco totalmente voltado na corrida no domingo, dia de grande audiência na televisão. Apesar que durante a paralisação a transmissão continuou, e as marcas também ficaram expostas, mas certamente em menor número do que se a corrida estivesse acontecendo.
Mas analisando as marcas que estavam mais preocupadas no contato com o público in loco, estas tiveram a possibilidade de prorrogar por mais um dia sua participação direta no público que foi prestigiar o evento nas imediações do complexo de eventos do Anhembi.

Do meu ponto de vista, para os anunciantes foi melhor. Foi falado muito sobre o assunto entre ontem e hoje, ontem elas apareceram na TV (mesmo que em menor escala), hoje ainda teve gente que certamente assistiu a corrida pela televisão e teve o contato visual com essas marcas (de novo ou, pela primeira vez, no caso de públicos diferentes, devido aos dias), e as marcas que estavam realizando alguma ação no local tiveram 2 dias de contato com o público presente, o que para mim, é mais ativo e marcante para o receptor da mensagem.

O que você acha? Quero ver os comentários e sugestões de quem lê o Blog do Rouco! 😉