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Archive for maio \24\UTC 2010

Promoção!

Bom dia!

Desta vez não vou falar de futebol, mas sim de promoção. Mas não necessariamente de promoção boa.

Neste sábado de manhã fui a Vinhedo, e voltando pela Rodovia dos Bandeirantes avistei um outdoor com a fantástica promoção: A 6km, abasteça 40 litros de gasolina e ganhe 1 Pão de Semolina!
Uau! Quem não quer um pão de semolina?! Vou logo encher o tanque (40 litros x R$ 2,59 = R$103,60) para garantir o meu!

Nessas horas me pergunto: quem bolou essa campanha? Quem vai enxergar valor agregado, vai pagar mais caro, pra abastecer naquele posto e ganhar 1 pão? Acho que talvez fosse mais interessante para quem está voltando de viagem ganhar uma ducha no carro, ou um desconto no valor, ao invés de um pão de semolina.

É muito mais fácil alguém escolher “aquele” posto para abastecer porque ganha uma ducha no carro, do que se lembrar na hora de comprar pão, que se aproveitar para encher o tanque lá naquele posto, ele já ganha o pão de semolina e não precisa passar na padaria.

Não consigo entender a linha de raciocínio criativo que foi utilizada para bolar essa promoção. Ainda seria mais “entendível” se se tratasse de um produto não-perecível que estivesse parado no estoque, mas prefiro não pensar que a loja de conveniência do posto tenha milhares de pães estocados e precisando dar um fim neles.

Será que funciona com alguém, ou os donos do posto se deixam enganar pelo simples resgate do pão pelo consumidor que já está no local? Eu tentaria outra promoção  e avaliaria os números.
Creio que não adianta simplesmente colocar uma promoção no ar e não medir seus reais resultados. É claro que ninguém vai recusar o pão ganho, mas será que escolheu o posto só pra ganhar o delicioso pão de semolina? Será que outra vantagem, talvez mais simples (porém, mais interessante), não traria mais clientes?

Quem der RT no Twitter deste meu post concorre a 200g de presunto defumado e sem casca, no sorteio que acontece após 3.000 tweets. Promo imperdível, garanta já seu presunto!

Categorias:Estratégia, Promoção

Copa 2014. Confirmada?

Bom, passada a euforia do 1º post (gigante!), vou para o segundo em um tamanho mais adequado…rs

Sei que todo o povo mundial e, principalmente, o brasileiro, está pensando na Copa de 2010 na África do Sul, que começa em menos de 1 mês. E apesar da escalação do Dunga ter sido muito contestada na última semana, acredito que o povo brasileiro deveria se preocupar mesmo é com a Copa de 2014, para não dar vexame em casa.

Está confirmada? Há dúvidas...

Sabemos que praticamente nenhum país do mundo tem estrutura pronta para sediar uma Copa do Mundo de um dia para o outro. Porém, não consigo enxergar nenhum ponto-chave para a realização deste mega-evento que esteja no caminho certo para 2014. Começando pelos transportes, a malha aérea do Brasil já está totalmente inchada, a Infraero divulgou que vai atrasar o início das obras nos aeroportos, e os trens, metrôs e ônibus que temos atualmente não suportam a demanda nem do dia a dia, imaginem durante uma Copa.
A rede hoteleira de São Paulo (maior do país) sofre com a demanda de somente um final de semana de Fórmula 1 na cidade, o que podemos esperar de outras cidades-sedes, como Manaus e Cuiabá, pensando no aumento da população durante um mês de Copa do Mundo?

Mas a situação que considero pior é a dos estádios, principais palcos da festa. O Morumbi, que era considerado um dos melhores estádios do país, ainda está em briga com a FIFA para viabilizar seu projeto de reforma. Além disto, temos outros iniciando o projeto do zero, onde ainda veremos muitos anos de enrolação para o povo, e muitos reais pro bolso dos governantes, sem dúvida.

Isto é só um breve cenário do que temos hoje, e temos menos de 4 anos para resolver tudo isso.

Minha preocupação, como profissional de marketing, é o quanto essa desorganização e falta de estrutura podem comprometer futuros investimentos e ações pensadas para 2014. Apesar de já terem sido anunciados diversos patrocínios e investimentos, parece que os responsáveis estão se movendo a passos lentos.

Ou o governo, empresas e envolvidos começam a se mexer, ou vamos acabar realizando uma Copa de remendos, o que seria vergonhoso para o “País do Futebol”.
Abram os olhos, afinal, 2014 é logo ali.

Categorias:Futebol

O Chute Inicial

Este é o primeiro post do Blog do Rouco.
E como “chute inicial” , vamos falar de marketing no futebol.

Todo começo e final de ano é marcado no mundo do futebol pelas especulações dos novos patrocinadores, e seus possíveis valores astronômicos. Naturalmente, chegado o meio do ano é tempo de refletir sobre os resultados obtidos até aqui, e ao meu ver, pensar em como potencializar o patrocínio dali pra frente. E para falar sobre isto, vou usar como exemplo dois grandes times da capital paulista: Corinthians e São Paulo.

Ontem (12/05/2010), aconteceu a 1ª rodada das quartas-de-final da Taça Libertadores da América, e ao contrário do que a nação corinthiana e o departamento de marketing da Neo Química Genéricos esperavam, o Corinthians não estava presente. 2010 é o ano do Centenário do Timão, o ano tão falado por todos, o ano em que se esperava o título da Libertadores para o Corinthians, cujo time de maior torcida de SP ainda não tem. E foi apostando nisto, que a Hypermarcas (empresa que adquiriu o laborário de genéricos Neo Química recentemente) investiu pesado e participou do maior patrocínio do futebol brasileiro da história: 38 milhões de reais + bônus por título da Libertadores (maior patrocínio da história considerando a arrecadação total do Corinthians incluindo outras marcas, além da Hypermarcas).

Até aqui tudo bem. A Hypermarcas apostou no retorno certo, no time com a 2ª maior torcida do Brasil (perde somente para o Flamengo, que também conta com o patrocínio da Hyerpermarcas em 2010) e que investiu para montar um elenco de dar inveja a muitos torcedores e técnicos adversários. O que certamente chama todos os holofotes da imprensa para si, e graças à presença de craques consagrados como Ronaldo e Roberto Carlos, possibilita uma exposição de marca com retorno imensurável.

Ok. O Corinthians não passou das oitavas-de-final, caindo diante do Flamengo. Porém, o São Paulo, time que até o momento não tem um patrocínio acertado para o ano inteiro e vai jogando com patrocínios “esporádicos”, estava em campo na noite de ontem, disputando as quartas-de-final da Libertadores. O que isso tem a ver? Você reparou no patrocínio que o time do Morumbi estampava em sua camiseta? Biosintética Genéricos, marca da poderosa farmacêutica Aché. Será que a Neo Química sentiu uma ponta de “inveja” da concorrente por estar nesta posição? Claro que a Neo Química também apareceu bastante, mesmo na derrota do Corinthians, porém estava linkada neste instante com um momento de tristeza do time, de fracasso. Por outro lado, o São Paulo segue com possibilidades de ir em frente na competição e seguir estampando para o Brasil e América Latina inteira verem, a marca da Biosintética em seu peito e costas.

Será que a Neo Química agiu errado em patrocinar o Corinthians naquele momento? Creio que não, afinal teve uma super-exposição de sua marca nestes 4 meses de contrato que já se passaram.
Será que a Biosintética esperou o momento certo para patrocinar o São Paulo? Creio que sim, já que começou a fazer parte da equipe em um momento de crescimento e no qual a torcida começa a acompanhar mais os jogos.

No Campeonato Paulista, outra competição da qual o Corinthians participou com o patrocínio da Hypermarcas, quem chegou até a semifinal foi o São Paulo. E o que a Hypermarcas fez? Foi lá e estampou uma de suas marcas na camisa do tricolor paulista, a Bozzano (também presente nas mangas da camisa do Corinthians), para não ficar de fora das finais do Paulistão. Se o Corinthians tivesse passado seria necessário este investimento “extra”?

A minha opinião é que é válida, sim, a exposição que a Hypermarcas ganhou patrocinando o Corinthians, mas quero mostrar como é importante valer-se do momento para se sair melhor. É claro que se o Corinthians fosse campeão do Campeonato Paulista e da Libertadores, a Hypermarcas teria acertado em cheio em sua escolha. Porém isto não ocorreu, e não vi nenhuma manifestação da Assim, Avanço, Bozzano ou Neo Química Genéricos para aproveitar e tentar melhorar o momento adverso a seu favor. A Nike fez anúncio de oportunidade (veja aqui), tentando aproximar-se do torcedor corinthiano no momento de sofrimento, e tentar sair com uma marca menos danificada dali, ou pelo menos, aproveitar-se do momento para divulgar um pouco a sua marca de forma positiva.

E agora sim chegamos ao ponto-chave: oportunidade. A Hypermarcas, com suas marcas Assim, Avanço, Bozzano e Neo Química (4 marcas para explorar!) tem, desde fevereiro, a oportunidade de valer-se do patrocínio milionário que fez com o Corinthians, e parece não aproveitá-la da melhor forma. Não vi um anúncio, uma ação presencial, não vi nada que me lembrasse que o Corinthians foi eliminado, mas que a Hypermarcas estava patrocinando o time e investindo para que ele fosse vencedor, e que isso refletisse em satisfação para o torcedor/consumidor.

E é por isso que inicio meu blog com este assunto. Para mim não adianta estampar sua marca na camisa de um dos principais times de futebol do Brasil, e não realizar ações pontuais para lembrar o seu consumidor disto e valer-se das vantagens do contrato. O máximo que vimos foi o Ronaldo no site da Bozzano e uma linha de aparelhos de barbear.

A palavra-chave do patrocínio, sob o meu ponto de vista, deveria ser o relacionamento, e não a simples exposição da logomarca.
Vamos utilizar melhor as verbas publicitárias?

Categorias:Futebol, Propaganda